sábado, 26 de novembro de 2011

Remando ao paraíso


Tento remar, ir em frente, mas há ondas no caminho que não consigo passar, portanto, mergulho nelas, e quando olho para o lado, percebo que cada vez mais eu vou me afogando em meu passado. Me afogo em mágoas, tristeza, sofrimento e ódio. Venho tentando nadar sobre essas ondas e chegar a um paraíso que parece só existir em minha mente. Já não consigo mais encontrar a felicidade nesse meu barquinho de papel com remos imaginários, que não aguenta se quer uma gota de chuva, veja lá um passado em forma de tempestade ou uma onda traseira que vem pronta para me derrubar em lágrimas e dor. Paraíso, por ondes andaste? Qual o melhor caminho para te encontrar? Quantas tempestades ainda vou ter de suportar para chegar até você? Não sei se meu barquinho vai aguentar, seu material é sensível, e pode se destruir daqui a pouco, amanhã talvez, ou quem sabe agora. Olho para o horizonte e continuo a procura de algum pedacinho de areia, não há nada se não água. E assim continuo a remar em busca de você, da calma e da felicidade que você me trará.


Isaias  Evangelista

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