Foram os últimos gritos, últimos choros, as últimas baforadas de cigarro que vi sair de sua boca. Tudo pareceu ser uma guerra. Sentia um cheiro diferente de algo chamado solidão, mas eu ainda não entendia o que era isso, só tinha apenas 4 anos. E aquele cheiro entupia-me por dentro, completando um espaço que dali a poucas horas seria deixado dentro de mim, pela sua partida. E isso me adoeceu, me adoece e a cada lágrima que cai de meus olhos sinto que é mais uma dor a corroer dentro de mim, uma dor sem cura e sem alivio.
Isaias Evangelista
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